Poesia

sexta-feira, 2 de junho de 2017 0 comentários

Quero me despir destas roupas, destas vestes que me obrigam a vestir
Destes sonhos que carrego e que não me deixam dormir
Destes medos que me perturbam e nem sei o que são
Não quero mais ser princesa, quero ser heroína e poder correr
Correr livre com os lobos e uivar para lua
Ser livre como a raposa e leve como uma borboleta
Não quero maridos, ou filhos, trabalho, obrigações
Quero amar, me apaixonar, desbravar
Quero nutrir, ensinar e aprender a voar
Não quero saias, vestidos, sapatos, padrões
Quero ser única, ser louca, ser fútil
Rir de doer a barriga, sentir a brisa sobre meus cabelos
Não quero relógios, panelas, flanelas, pisos
Quero janelas, ar fresco e beijos de bom dia
Ou tão simplesmente estar sozinha
Eu e meus livros, meus filmes, amigas
Confissões tão minhas
Não quero tantos rótulos, remédios, cobranças
Quero mudar, desabrochar, morrer e renascer em mim
Quero ser flor, botão, semente, borrão
Nesta pintura de mim mesma, quero apenas ser o que vir
Ser mulher, menina, criança, heroína, silêncio
Quero apenas ser.... quem sou


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